Já falamos aqui no SFA sobre cafas (cafajestes), mas a história deste que eu vou contar é bem engraçada. Ainda mais sendo um canastrão, metido a esperto, que vive se metendo em enrascada.
Segue a roubada:
Cara casado, mas vivia pulando a cerca. Andava um tempo cercando uma nova presa para abate.
Conseguiu, finalmente, marcar com a sujeita.
Acontece que aquela noite era véspera de uma viagem que faria para a casa de praia do casal. Ele sabia que ia ter que acordar cedíssimo para arrumar o carro e seguir viagem, mas não poderia desperdiçar a oportunidade de sair com a mulher que ele estava querendo pegar.
Inventou uma desculpa bacana para a esposa e emendou o trabalho direto com a saidinha.
Choppinho com papinho para já começar a preparar a comida e dali direto pro motel.
Opa! Motel? Não!
No carro mesmo.
E ali foi consumado.
No dia seguinte a Família Buscapé monta no carro marmita e parte para o destino praiano.
No meio da viagem, um motorista fez uma barbeiragem e obrigou o Patriarca Cafa Buscapé a dar aquele freiadão. Freiada de arrumação, tropa meio descabelada e atordoada pelo incidente, mas apesar de tudo, a viagem segue bem.
De repente ele olha para os pés e vê um sapato de mulher e gela.
Pensou – “Aquela puta esqueceu o sapato aqui dentro do carro. E agora? O que eu vou fazer?”
Salvação: No meio da estrada tinha um laranjal enorme e bem arrumadinho, daqueles de dar gosto de ver e ele, “sabiamente”, chama a atenção do grupo para o laranjal, obrigando todos a olharem para o lado oposto.
Aproveita a deixa, se abaixa mais que depressa, pega o sapato e arremessa pela janela do carro.
Fim do problema.
Feliz, ele segue com a consciência tranquila.
Chegando ao chateau na praia, começa o desmonte dos ocupantes e apetrechos do veículo.
Salta o cafa, sua mulher galhuda, o filho, cachorro salsichinha (quase enlatado), caixa com o gato, gaiola com o canário… Mas cadê a sogra?
E tá a velha catando alguma coisa no interior do carro. Enquanto isso a tonelada de quinquilharias está sendo descarregada. E nada da velha sair de lá.
Até que o brilhante protagonista desta história pergunta a sua sogra querida:
- “Criatura de Deus! Que tanto você procura que não sai daí de dentro?”
E a adorável sogrinha responde, indignada:
- “Culpa desse seu carro maldito. Onde foi parar a porra do meu SAPATO?”
SFA para a coitada da sogra que mesmo sem ter culpa nenhuma acabou sem sapato e tendo que imitar o Saci-Pererê.
Inspiração no canguru perneta do genro.
εϊз Farfalla bacio
