Sogra saci-perereia

Já falamos aqui no SFA sobre cafas (cafajestes), mas a história deste que eu vou contar é bem engraçada. Ainda mais sendo um canastrão, metido a esperto, que vive se metendo em enrascada.

 

Segue a roubada:

 

Cara casado, mas vivia pulando a cerca. Andava um tempo cercando uma nova presa para abate.

Conseguiu, finalmente, marcar com a sujeita.

Acontece que aquela noite era véspera de uma viagem que faria para a casa de praia do casal. Ele sabia que ia ter que acordar cedíssimo para arrumar o carro e seguir viagem, mas não poderia desperdiçar a oportunidade de sair com a mulher que ele estava querendo pegar.

 

Inventou uma desculpa bacana para a esposa e emendou o trabalho direto com a saidinha.

Choppinho com papinho para já começar a preparar a comida e dali direto pro motel.

 

Opa! Motel? Não!

No carro mesmo.

 

E ali foi consumado.

 

No dia seguinte a Família Buscapé monta no carro marmita e parte para o destino praiano.

No meio da viagem, um motorista fez uma barbeiragem e obrigou o Patriarca Cafa Buscapé a dar aquele freiadão. Freiada de arrumação, tropa meio descabelada e atordoada pelo incidente, mas apesar de tudo, a viagem segue bem.

 

De repente ele olha para os pés e vê um sapato de mulher e gela.

Pensou – “Aquela puta esqueceu o sapato aqui dentro do carro. E agora? O que eu vou fazer?”

Salvação: No meio da estrada tinha um laranjal enorme e bem arrumadinho, daqueles de dar gosto de ver e ele, “sabiamente”, chama a atenção do grupo para o laranjal, obrigando todos a olharem para o lado oposto.

Aproveita a deixa, se abaixa mais que depressa, pega o sapato e arremessa pela janela do carro.

Fim do problema.

Feliz, ele segue com a consciência tranquila.

Chegando ao chateau na praia, começa o desmonte dos ocupantes e apetrechos do veículo.

 

Salta o cafa, sua mulher galhuda, o filho, cachorro salsichinha (quase enlatado), caixa com o gato, gaiola com o canário… Mas cadê a sogra?

 

E tá a velha catando alguma coisa no interior do carro. Enquanto isso a tonelada de quinquilharias está sendo descarregada. E nada da velha sair de lá.

Até que o brilhante protagonista desta história pergunta a sua sogra querida:

- “Criatura de Deus! Que tanto você procura que não sai daí de dentro?”

 

E a adorável sogrinha responde, indignada:

- “Culpa desse seu carro maldito. Onde foi parar a porra do meu SAPATO?”

 

SFA para a coitada da sogra que mesmo sem ter culpa nenhuma acabou sem sapato e tendo que imitar o Saci-Pererê.

Inspiração no canguru perneta do genro.

 

εϊз Farfalla bacio

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Anta + Lógico = Antológico

a fim de se vingar daquele desafeto? Manda ele(a) para o SFA.

 

A vingança é um prato que se come frio segundo o dito popular.

Bom, eu não gosto nem de vingança nem de bóia fria.

A vingança não vai lhe levar a nada ou até vai. Um fígado estragado e um coração envenenado.

[Tá bom... Eu sei que esse pensamento é para a raiva, mas caiu bem para a vingança também.]

E fazer mal aos outros não é legal, não gera boas energias e acaba voltando tudo em dobro para você.

Então, pense bem antes de ficar alimentando esses sentimentos pouco nobres.

Faz melhor negócio dar uma sacaneada inteligente, como a seguinte.

 

Conheço uma pessoa marrenta, jeitão soberbo, que tem raros momentos de gentileza (eu nunca presenciei nenhum), barulhenta, paquidérmica, que acha que sabe tudo de tudo, mas que no fundo é uma carroça vazia (Carroça vazia faz muito barulho. É uma metáfora para gente sem conteúdo.), poço de insegurança e medo, um espírito que precisa de luz.

 

Uma criatura abissal dessas não pode ter um nível cultural lá grande coisa.

E se tem uma coisa que me irrita são pessoas que falam e/ou escrevem errado.

Não se trata de preconceito, pois já tive até uma secretária do lar analfabeta. Que por sinal falava muito bem para o nenhum estudo que tinha.

Mas uma pessoa que se diz graduada, que tem pelo menos 15 anos de estudo, no barato, tem que saber escrever e falar bem seu próprio idioma.

 

Não conhece o significado de uma palavra, procura no pai dos burros.

Eu estou bem longe de ser uma pessoa repleta de cultura. Tenho diversas dúvidas cotidianas sobre o nosso idioma, mas realmente acho a Língua Portuguesa muito rica e admiro quem faz bom uso dela. Eu tento.

 

Enviar e-mails corporativos é algo que eu não gosto. Essa mania de disparar spams, copiando dezenas de pessoas, em minha opinião, é irrefutavelmente deselegante, ainda mais para falar tolices.

E mesmo as tolices carecem de acuro na escrita.

 

Entre tantos atropelos linguísticos cometidos por este primor de pessoa, eu parei de me horrorizar e de percebê-los na primeira leitura, em geral desatenta, fruto do descaso e descrédito.

Mas o erro ululante no emprego do adjetivo ou substantivo AFIM tornou-se insumo para o comentário do meu afeto.

Transcrevendo:

“…Uma vez li que antas não andam em bando, mas não dei crédito, pois achei bem improvável e agora me certifiquei que algumas espécies de antas andam e convivem de forma harmônica em bando, ainda mais com um pasto tão fértil como é esse ai…”

 

Auto-explicativo, não é mesmo?

 

É importante saber que:

Afim – adjetivo: semelhante; substantivo: parente por afinidade.

Ex.: Os dois tem pensamentos afins.

A fim de – locução prepositiva, que significa: com a intenção, com o fim.

Ex.: Ele saiu mais cedo do trabalho a fim de evitar o trânsito.

 

Mas o uso afim do a fim da anta foi:

“Se estiver afim, me avisa.”

 

[Não é exatamente esta frase, mas o sentido é o mesmo.]

 

Eu tenho pena da anta (o animal quadrúpede) que não merece ser comparada a este ser néscio.

Dizem que a vingança é doce… Tomara que seja diet.

 

SFA antológico. Notável. De anta, lógico!

 

εϊз Farfalla bacio

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Pimenta coreana não é Ching Ling

Diferentes países possuem diferentes culturas e hábitos ainda mais distintos. Sejam comportamentais, lingüísticos, alimentares etc.

É sempre bom ter alguma noção desses detalhes para não cair em armadilhas.

 

Povos orientais, na minha opinião, são os que tem hábitos mais diferentes dos ditos ocidentais (ou seriam neandertais).

 

A cozinha oriental não é para mim muito palatável, ainda mais por essa mania de comer frutos do mar crus. Também sou meio fraca pra sabores picantes.

 

Acontece que um amigo, recém chegado à Coréia do Sul e não desavisado relatou-me a seguinte experiência:

 

Dias antes de embarcar para Seoul, uma pessoa que já tinha ido pra lá antes lhe deu algumas dicas de como se virar naquele país tão longínquo.

A Coréia do Sul é está a milhas e milhas do Brasil: são 18.153km (Fonte: Geobytes), 12 horas de diferença de fuso horário e um idioma que não tem a menor semelhança sequer com o inglês.

Seguem as dicas de ouro básicas da cultura sul-coreana:

Primeira: X com os dedos quer dizer não;

Segunda: Não ingere-se líquidos durante as refeições;

Terceira: Nem todo molho vermelho é molho de tomate.

 

Apesar dele não ter problemas com alimentação, – come literalmente de tudo – na Coréia comer de tudo é comer arroz, macarrão, algas, vegetais e peixes.

 

Todos os dias havia no almoço um arroz branquinho “unidos venceremos pela vida eterna” e macarrão gelado. No lugar de macarrão leia-se: uma massa esbranquiçada sem sabor ou odor, algo que nem de longe lembra uma suculenta massa ao sugo com manjericão, tipicamente italiana.

Para aquecer o macarrão normalmente utilizava-se água quente ou molho de caldo de peixe.

Cansado daquela monotonia gastronômica um dia resolveu inovar e seguindo a primeira regra de ouro fez o sinal de negação para a atendente. Ela resmungou algo ininteligível, pelo rosnado e pelo idioma.

Ávido por algo mais colorido e saboroso para o seu lauto prato de macarrão optou por cobri-lo com um saborosíssimo molho bem vermelho e suculento.

 

Sentou-se à mesa feliz com seu prato italo-coreano. Certo que sua escolha era acertada e que seu macarrão gelado estaria bem quente com o molho… Salivava.

Já na primeira hachiada (minha etimologia de garfada para o uso do hachi, os pauzinhos japoneses) ele sentiu que a comida estava pelando.

Se há momentos em que a fome é o melhor tempero e o calor é psicológico, aquele era o instante da gula incendiária.

Apesar dos olhos marejados de lágrimas, o suor vertendo em rios e o funga-funga de um nariz lacrimoso ele não largou a comida. E para piorar a situação a água só viria ao final da refeição, vide segunda regra de ouro.

 

Enquanto ele comia, lembrou-se da atendente que balbuciou alguma coisa que ele não foi capaz de compreender e pensou no quanto seria útil saber coreano. Sofrido e com a boca quase doendo de tanto ardor ele chegou a algumas conclusões, as quais você deve adicionar ao seu caderninho, caso pretenda ir à Coréia um dia:

  • Salgado não é picante. Salgado deixa seqüelas: você passa o resto do dia bebendo água feito esponja e mijando feito um chafariz. Já o picante, depois do ápice da ardência, tende a se dissipar.
  • O que entra ardendo, sai ardendo.
  • Comer pimenta é como um vício: apesar dos efeitos colaterais você acaba se acostumando e sentindo falta dela.

 

SFA ardido Made in Korea.

 

εϊз Farfalla bacio

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Burguesinha e as aventuras do blackout

Todo mundo tem uma história triste pra contar do dia do apagão. Dessa vez não tive nenhuma.

Estava em casa, na paz, muito bem acompanhada

 

Mas nem todos tiveram a mesma sorte que eu e acabaram vindo parar aqui no SFA.

 

Quando eu digo que maluco atrai maluco, eu tenho razão. Isso tem fundamento científico. Tem a ver com a energia que emana do nosso campo magnético e os tantans devem vibrar numa freqüência parecida.

Que seja.

 

 

Tenho uma amiga que é uma figura. Ela é divertida, fala pelos cotovelos, ligeiramente perua, mas leva mais jeito de patricinha/arrumadinha. Ela mora longe pra Bangu e tem histórias engraçadíssimas do trem. E depois de um apagão, ela tinha que ter algo tragicômico para contar.

 

Ela sai da pós-graduação já meio tarde e pega o trem na Central.

Olhando para ela ninguém diz que aquela loirinha, mignon, toda arrumadinha, de scarpin altíssimo e com cara de menina burguesinha da Zona Sul, mora em Bangu e é barraqueira.

Pois bem, mal tinha embarcado no Expresso Baixada aconteceu o apagão.

Em plena estação São Cristóvão, todos os passageiros desembarcam e foram, pouco a pouco, esvaziando a plataforma e tomando rumos distintos.

Ela e mais alguns gatos pingados acabaram ficando por ali na esperança do retorno da energia, que não voltou.

Já passava das 1h da madrugada quando os então gatos, a esta altura já bem vira-latas, decidiram tomar um táxi e rachar a corrida até a baixada.

Quem mora mal assim tem que ter algo de bom, neste caso, a solidariedade foi o ponto alto.

 

Seguem até o viaduto para ver o movimento e esbarram com umas “meninas” que faziam “ponto” ali.

Como a união faz a força, as “meninas”, imbuídas do espírito de bondade, ajudaram o grupo a tomar um, já muito escasso, táxi.

Grupo encaminhado ao seu destino, cada um teria que pagar R$ 15,00.

Àquela hora da madrugada, naquele lugar, nas circunstâncias do momento, isso era uma merreca.

Mas pobre é uma merda.

Minha amiga estava catando as moedas para juntar esta quantia ajudada pela luz do celular, ela catava moedas de 5 e 10 centavos para completar a soma total.

 

- “Ufa! R$15,00 e ainda sobrou R$0,15.” - pensou a pobre coitada.

 

Chegou em casa com aquele calor infernal e sem luz. Geladeira sem um fiapo de ar frio. De dentro dela saía um bafo morno. Tinha virado estufa.

Água morna é laxante. Comida estragada é infecção intestinal garantida.  Ficar com sede e fome parecia uma escolha sensata.

 

E começou a busca por um cotoco de vela para, mesmo que bruxuleantemente, iluminar cômodos da casa.

Nada. Nem vela a criatura tinha em casa.

Essa tinha mesmo que se fuder.

 

Terminou a saga tomando banho com uma só mão, de cuia (porque quando falta luz, em seguida, falta água), e com a outra mão segurava o celular para clarear o pouco que dava.

E a cereja do bolo veio com o fim da bateria.

 

Vai SFA assim lá em Bangu!

 

εϊз Farfalla bacio

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Jabá romântico

Todo mundo sabe que as mulheres são mais românticas que os homens e que 11 entre 10 delas deseja receber um convite para um jantar a dois.

 

Filas ou consultórios médicos são lugares onde as pessoas costumam contar histórias para passar o tempo.

Essa eu ouvi e deu um perfeito SFA.

Duas amigas conversando, uma vira para a outra e diz:

- “Você não sabe da maior!

Marcelo me ligou na terça dizendo que queria me levar para jantar.

Menina! Fiquei toda boba!

Ele combinou de me buscar às 21h e eu corri pra me arrumar. Tratei de me embonecar. Tu conhece ele, né? Um convite pra jantar… é milagre de Santo Antônio.

E ele foi pontual e ainda foi me buscar na porta.”

 

E a amiga, surpresa, indaga:

- “Ele estacionou o carro? Não buzinou como sempre faz?”

A outra responde:

- “Nada, garota! Estacionou e foi me buscar na porta tocando a campainha e tudo.

Ah! Fiquei toda apaixonada.YYY

 

Mas aí começa a fase ladeira abaixo da paixão.

 

- “Ah amiga! Mas foi só eu abrir a porta pra minha paixão correr e se jogar pela janela. A criatura estava de bermuda e camiseta regata…”

 

Só faltou o chinelão no meio do pé, com aquele andar arrastado e desleixado. De boné então, ia piorar ainda mais.

Entendo a decepção da moça. Ela era do tipo que se emboneca mesmo. E dar de cara com seu amor, vestido para ir à esquina comprar pão, quando ele vai jantar com você é no mínimo triste. E pelo tom dela, estava raivosa.

A história piora depois que ela chega ao carro.

 

A coitada dá de cara com um amigo do namorado sentado no banco de trás do carro. Ali ela já sabia que a noite seria de abafar… o caso.

O semblante dela se transforma ao narrar a cena da chegada ao carro. Parecia que algo havia desabado. Como se uma pintura em aquarela tivesse tomado um banho de água.

E piora.

Ela pergunta onde irão jantar e o então namorado, todo lépido e faceiro, diz que é uma surpresa.

 

Bom, na minha opinião, depois da indumentária de “jogão no Maraca” do sujeito, do amigo no banco de trás, qualquer outra coisa ruim já seria esperada.

Ele toma um caminho meio suspeito: Cidade de Deus. De divino aquele lugar não tem nada mesmo.

Esquina após esquina, ele para em frente a um bUteco. [Sim, com U mesmo para denotar que o lugar era um cú.]

 

Com mesas e cadeiras de plástico, devidamente instaladas na calçada, já meio banhada de cerveja pelos ébrios freqüentadores do local.

Sentam-se e ele faz o derradeiro pedido: “Traz um jabá com jerimum.” Ou mais comumente conhecido como carne seca com abóbora.

Cá entre nós, essa não é a comida mais apropriada para convidar sua namorada para jantar. A não ser que ela peça.

Sem falar que pela descrição da incauta moça, parecia mais um atropelamento com fratura exposta seguida de morte, que propriamente algo para comer.

Os brontossauros se deliciaram com a iguaria e conversaram animadamente a noite inteira sobre toda sorte de balelas e inutilidades, bebiam suas cervejas e soltavam seus perdigotos. Mas o pior foi ignorá-la. Como se ela não estivesse ali, sequer foi questionada sobre o que gostaria de comer além do atual prato. No máximo um comentário muito comum entre comensais masculinos: “Fresca!”

E assim ela ficou ali, p da vida, faminta, enojada e pensando em como se vingar do namorado comilão.

 

Homens, não preguem este tipo de peça em suas namoradas, esposas etc. Mulheres podem tornar-se vingativas, ainda mais se estiverem na TPM.

 

SFA gourmet para os amantes da boa mesa… mesmo que seja de plástico e na calçada de um botequim “cospe grosso” (vulgo pé sujo).

Como disse a protagonista da história: - “É fim de feira demais!”

 

εϊз Farfalla bacio

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Dieta já!

Quando você está fazendo dieta tudo se torna uma tentação em potencial.

Infelizmente tudo aquilo que é saudável e pouco calórico é inversamente proporcional a sua gula.

A tentação também aumenta porque o povo da lama sempre quer te levar para o lado obeso da força.

Sempre tem um fdp pra te oferecer um doce, chocolate, te convidar pra um rodízio de qualquer coisa [Só não vai ser rodízio de salada, lhe garanto.].

Até aquilo que você normalmente não se interessa, torna-se desejável. No meu caso, ignoro certos doces e frituras em geral. Churros é algo que não gosto. Gosto bastante de doce de leite, mas o usado nesses churros da rua são tão ordinários que nem considero. Mas bastou eu ver uma pessoa passar carregando um para inundar minha boca d’água.

 

Ah sim! Você ainda está se perguntando o que é “povo da lama”?

Vamos à explicação:

Povo da lama é todo aquele indivíduo ou um grupo de seres que não podem lhe ver melhorar em algum aspecto. Eles são possessivos e invejosos e usam o artifício de que são seus “amigos” para lhe arrastar para a lama (lama no sentido mais amplo da palavra, com interpretação livre).

Se você precisa estudar eles te convidam para a esbórnia; se precisa parar de beber, te convidam para um choppinho [que nós sabemos que de unitário não tem nada, só o artigo indefinido]; se precisa emagrecer, te oferecem comida e assim por diante.

 

Você vai a uma cafeteria e junto com o café vem aquele docinho. No meu veio uma trufa.

CARACA! Eu sempre tomo café e nunca vem trufa de cortesia. Só porque estou contando minhas calorias vem logo uma tentação irresistível dessa. Sacanagem!

 

Mas beleza. Aprecio cada micrograma da orgia gastronômica. Já que vou contar centenas de calorias que elas sejam aproveitadas em sua totalidade absoluta [Absoluta dando ênfase à totalidade e vice-versa.].

 

Chego de volta do almoço e vou ao seu cálculo calórico.

Putz grilo! Quase estourei o total do dia.

 

Frustrada, mas ainda sob os efeitos orgásticos do chocolate, penso que não será tão ruim passar o resto do dia com maçã e gelatina. :-{

 

O jeito é elevar a mente e vislumbrar os kg a menos: aquele jeans justinho ficando lindo de matar, o biquíni de lacinho sem fazer vales nos quadris, a barriga sem dobras nem quando você está sentada…

 

Quer emagrecer?

SFA!

 

E aproveita que gasta caloria, endorfina e faz bem para sua beleza. ;-)

 

εϊз Farfalla bacio

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Caixote barrense

Feriado com lindo dia de sol. Que tal uma prainha?

Junta os farrapinhos e parte para o cafofo na Barra.

Como o sol estava cruel e eu estou branca feito uma cera, começo a me besuntar ainda em casa.

Chego à areia e começo a me atiçar para cair na água. Aquele marzão me seduz e lembro os meus tempos de criança, quando nem tinha noção do perigo, mas queria ficar como um peixinho, o tempo inteirinho dentro d’água.

Ondas enormes e eu nem aí. Meu barato era ficar no mar.

Papai ficava de guarda, me segurando e freando meus ímpetos de mergulhadora. Muito sagaz me matriculou aos 5 anos na natação.

Minha paixão pelo mar está sempre viva em mim, mas hoje eu já tenho um certo medo. Já quase morri afogada em Camboinhas e a Barra é bem traiçoeira com correnteza e valas que te puxam para o fundo e ondas que quebram bem em cima de você.

 

E foi exatamente o que aconteceu.

Antes de entrar no mar, faço aquele ritual de ir me acostumando com a água, sempre gelada. Molho os pés, mãos, pescoço, barriga e vou entrando de mansinho até mergulhar.

Aquela sensação refrescante da água gelada é maravilhosa.

Entre um mergulho e outro o mar começou a ficar agitado e resolvi sair. Ficar tomando caldo na praia não é nada legal e antes de ficar exausta melhor sair e dar aquela corridinha pra fugir da arrebentação enquanto ainda tem-se pernas.

 

Saio do mar, mas a danada da onda me pega no caminho e fico com areia no biquíni.

Putz!

É horrível ficar cheia de areia e resolvo voltar ao mar pra tirar a areia.

Não contava com uma onda que parecia mais veloz que o normal e não deu tempo nem de entrar no mar nem de correr dela.

Me pegou no meio do caminho e… Catapum!

Caixote bonito.

Pra completar, meu namorado, que tentava me segurar, ajudar, salvar, acaba sendo encaixotado também e por cima de mim.

Me fudi!

Tomei uma tremenda joelhada dele no meu joelho.

Quilos de areia em todas as peças do biquíni. O cabelo parecia mais um recife de corais, nem dava pra ver os fios de tanta areia. Areia dentro do ouvido e na garganta também. Eu era um croquete gigante.

 

E tem que levantar rápido senão vem outra onda e acaba de arrebentar o que já está ferrado.

Naquela situação, levantar rápido era uma tarefa hercúlea. Mas, simbora!

E tive que entrar no mar novamente pra limpar um pouco da areia, porque estava impraticável.

 

Me larguei dentro d’água de qualquer maneira e fui mergulhando pra tirar parte da areia do biquíni e do cabelo. O joelho ardia e doía e eu mal conseguia apoiar o pé no chão.

Que merda gigante!

Um dia de praia virou um acidente que acabou com a minha farra.

 

E ainda tinha que ir pra casa, vencer a montanha de areia até a calçada (porque quando você está com dor ou machucado, qualquer aclive é uma montanha em potencial), atravessar a rua e andar uns 100m até a portaria do prédio. Pouco, né?

É. Mas anda tudo isso fudidaço como eu estava pra você ver como é difícil.

 

No banho, taquei muita água no arranhado que sangrava um pouco e na hora de passar sabão… uma dor da porra (porra como advérbio de intensidade).

Gritava e chorava porque sou a maior frouxa para dor, mesmo.

Quero nem saber de nada. Abomino sentir qualquer dor ainda mais de machucados. Odeio me machucar!

 

Depois do banho, gelo, muito gelo.

Melhorou um pouco, mas não evitou o roxão.

 

Meu namorado? Leve arranhão no joelho. Ainda bem, porque alguém tinha que cuidar de mim. ;-)

 

Resultado: um joelho que ficou roxo na mesma hora e sangrando, bumbum e perna ralados, ainda encontrando pontos doloridos até agora e nenhum bronzeado.

 

SFA aquático.

 

 

εϊз Farfalla bacio

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Sauna à vapor, massagem e aromaterapia

Mais um no metrô

 

Dia chuvoso.

Resolvi não arriscar e coloquei um tênis pra ir trabalhar.

Chegando à estação, vejo que está tudo muito tranqüilo. Acho estranho, mas sigo em frente. Na plataforma já tem uma composição “me aguardando” e com a ocupação bem menor que em outros dias no mesmo horário.

 

Detalhe que gostaria de salientar:

Relógio da praça marcava 08:33h.

Celular marcava 08:33h.

Relógio na plataforma marcava 08:33h.

 

Ai k7! Número cabalístico?

Depois vou procurar saber o que isso significa.

 

Entro num vagão e me acomodo “confortavelmente” em pé. Pego meu livrinho e começo minha leitura matinal.

Na primeira parada já enche anormalmente. Na Central vira o caos.

 

No lugar de 3 pessoas estavam cabendo 6. Um aperto danado, calor, fedor…

 

Calor humano não.

Sauna à vapor. Estava suando bicas, escorrendo suor pelas costas e pela barriga. Sentia as gotas correndo pela testa.

Iéco!

 

Empurra-empurra não.

Massagem corporal. Gente dos 4 lados, se você fosse um quadrado, como somos arredondados… Pense numa circunferência. Cada quadrante tem 90º. Então divida isso por 2 e vai descobrir quantas pessoas cabem ao seu redor num dia de metrô super lotado.

Neguinho e branquinho te amassando, esmagando, empurrando, cotovelando…

Drenagem linfática pra quê? Anda de metrô todo dia na hora do rush, pela manhã e à noite, que você economiza uma grana e o efeito é o mesmo.

 

 

Catinga de gambá não.

Aromaterapia. Vários fedores em harmonia. Mau hálito matinal de gente que não escova os dentes, cecê brabo de meses sem banho e também do desodorante que já venceu faz dias… Até naftalina tinha.

[Eu não entendo porque essa gente acha que quando chove faz frio. Começa a chover e você vê centenas de pessoas trajando casacos. São aqueles casacos que ficam guardados no armário e nunca são usados. Uma coisa horrível. Tá chovendo, carece de capa de chuva, guarda-chuva, não quer dizer que esteja frio.]

 

Levei tantos pisões nos pés que estava quase patenteando uma nova dança: Sub Dance. Sub de subway, dance é dança, mas tem que ser em inglês senão não faz sucesso. 

 

Esse é o transporte oficial da Cidade Maravilhosa, sede das Olimpíadas de 2016.

Que bonito! Que alegria! Que beleza!

 

SFA Olimpicamente.

Que os deuses do Olimpo olhem por nós.

 

εϊз Farfalla bacio

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Bad Breath Boy sedutor

Quem conhece academia sabe que à noite o clima é de azaração.

Cada um querendo exibir mais e mais seus corpos sarados, bíceps e tríceps volumosos, glúteos conquistados com muitas flexões 3 apoios e abdômen tanquinho.

As meninas vestem macaquinhos que deixam em evidência cada curva e ausência delas. Coladíssimos, transparentes, decotadérrimos. Não há nenhum ser neste planeta que não olhe.

Captura até a minha atenção.

Mas eu olho com aquela inveja boa: “Nossa! Que corpão! Será que um dia eu fico assim? Haja malhação.”

E continuo na minha queimação de calorias e logo em seguida vou malhar meu pânceps, na certeza de que quero envelhecer com dignidade e que o esforço para emagrecer seja válido. Sendo assim, já fico feliz e deixo as saradonas brilharem soberanas.

 

Eu vou pra academia igual um farrapo. Só uso legging, todas de cores discretas, top e camiseta branca (na altura dos quadris). Amarro um rabo de cavalo mal penteado e tô pronta.

Eu estou ali tão somente para malhar, que pra mim significa suar, se sujar e por isso não tenho necessidade de ir toda empetecada.

 

Mas no vestiário feminino…

Elas trocam de calcinha (de algo que se usa, para um tapa sexo), se enchem de gloss e passam sempre, todas, uma bosta de perfume com cheiro de fruta que eu só falto vomitar.

 

Cada um no seu quadrado.

Eu troco de roupa e vou para a sala de musculação. Entro muda e saio calada. Já não sou sociável, ainda mais ali onde só ouço pessoas com 30 palavras no vocabulário total.

 

Dias desses estou lá com minha ficha de exercícios nas mãos, série recém alterada, por isso ainda não estou totalmente familiarizada com os exercícios e seus nomes. Mas me esforço para segui-los e somente em caso de muita dúvida eu pergunto ao professor. E vou fazendo a minha série na ordem descrita na ficha.

# 4 – Flexão em pé, unilateral, 5 placas, 3 de 15 repetições.

# 5 – Extensão de tronco, 3 de 15 repetições.

´

´

´

# X – Bíceps Robot, 2 placas, 3 de 15…

# X+1 – Panturrilha horizontal, 40 kg, 3 de 15…

 

Em geral os exercícios são feitos em aparelhos próximos uns dos outros, para facilitar e para não desmotivar a execução.

Bem pensado!

E estou eu, nos meus mini circuitos, malhando meu corpitcho adiposo coberto pelos meus farrapinhos.

Mas neste dia, pra onde olhasse estava uma criatura tangerina por perto.

Tangerina?

É. Aquele cara cheio de gomos. Bíceps e tríceps enormes, dorsais tão grandes que nem o deixava baixar os braços e trapézios que já tinham se tornado parte do pescoço, deixando-o parecido com o Aríate do He-Man.

 

E estava sempre num sorriso maroto.

Tô nem aí.

 

De repente tive dúvidas sobre um exercício e uma enorme interrogação deve ter surgido sobre a minha cabeça e, do nada como mágica, surgiu aquela mistura de Ricky Martin com Wando do meu lado e com voz de vitrola disse:

- “Gata! Precisando de ajuda é só pedir.” – com direito a piscada de olho para pontuar o final da frase.

 

Ui!

Dou um sorriso amarelo pra ele e um “Obrigada!” quase inaudível.

 

Parto para o próximo exercício: panturrilha.

Com mais de 60 kg de cada lado do aparelho, eu tinha que me livrar daqueles pesos. E fui remanejando os pesos a fim de ficar só com 40 kg no total. Numa das últimas anilhas que eu estava retirando, o peso já fazia diferença pra mim e deixei a anilha cair.

Lá vem o cara saltando bancos e driblando aparelhos para “me salvar”.

- “Gata, não pega esse peso todo. Tô aqui para lhe servir.”

 

Pior que isso só o bafo. Cruzes!

Quase morri asfixiada.

Nem o cara mais lindo ia conseguir alguma coisa com alguém com aquela boca de esgoto.

Do que adianta ter corpo de Mr. Universo e quando abre a boca parece que comeu cocô?

 

SFA para o saradão com boca de valão.

 

εϊз Farfalla bacio

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Anão e cagão

Eu e minhas histórias no metrô.

 

Dia desses estava voltando pra casa e ao chegar à plataforma da estação carioca, avistei um mundaréu de gente… Como sempre.

Passou uma composição vazia e levou quase todos que estavam ali aguardando, como eu estava muito atrás dos vorazes passageiros, esperei pela próxima que estivesse acessível.

 

Quatro minutos depois surge outro trem não muito cheio. Isso não quer dizer que estivesse acessível, mas sim que eu seria “conduzida” para dentro no vagão quase sem esforço e ficaria ali empacotada até a estação Estácio.

Tento entrar pelo canto esquerdo da porta, pois estava mais vazio e fácil de chegar até o centro do carro.

Mas no meio do caminho tinha um idiota nanico, parado e fincado ao chão igual um toquinho de amarrar jegue.

Esse idiota não me deixou passar e para piorar anda ficou me empurrando pra fora do vagão.

Voltei à plataforma esbravejando, p… da vida e uma senhora que estava ao meu lado, e presenciou a cena, também concordou comigo e criticou o cocô metido a gente.

Ele, todo seguro de si, se segurou no alto da porta e com o dedo médio fez um gesto obsceno pra mim. Fingi que não vi para me preservar.

Começou a apitar anunciando que as portas iam se fechar quando, de repente, vem correndo das escadas um negão assustadoramente grande e mal encarado.

 

Como eu, ele viu que o lugar de melhor acesso era onde o baixinho estava.

Colocou o pé na ponta o jogou o corpanzil pra dentro empurrando quem estava na frente.

Mas o projeto de gente não se fez de rogado e resistiu à invasão do negão. Esse por sua vez, se armou na posição de jogador de futebol americano. Segurou as mãos, uma com o punho fechado em direção a outra que a segurava, firmou a perna de apoio, flexionando pra lhe dar sustentação e força, e com os ombros, foi em direção ao anão que, no maior cagaço, saiu da frente quase aos pulos.

Pra mim ele bancou o machão, mas para o negão ele virou uma menininha amedrontada.

 

 

SFA para o anão que preferiu ser apertado pelo “Mike Tyson” do que pela “Branca de Neve”. Cada um tem aquilo que merece!

 

εϊз Farfalla bacio

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