Tá a fim de se vingar daquele desafeto? Manda ele(a) para o SFA.
A vingança é um prato que se come frio segundo o dito popular.
Bom, eu não gosto nem de vingança nem de bóia fria.
A vingança não vai lhe levar a nada ou até vai. Um fígado estragado e um coração envenenado.
[Tá bom... Eu sei que esse pensamento é para a raiva, mas caiu bem para a vingança também.]
E fazer mal aos outros não é legal, não gera boas energias e acaba voltando tudo em dobro para você.
Então, pense bem antes de ficar alimentando esses sentimentos pouco nobres.
Faz melhor negócio dar uma sacaneada inteligente, como a seguinte.
Conheço uma pessoa marrenta, jeitão soberbo, que tem raros momentos de gentileza (eu nunca presenciei nenhum), barulhenta, paquidérmica, que acha que sabe tudo de tudo, mas que no fundo é uma carroça vazia (Carroça vazia faz muito barulho. É uma metáfora para gente sem conteúdo.), poço de insegurança e medo, um espírito que precisa de luz.
Uma criatura abissal dessas não pode ter um nível cultural lá grande coisa.
E se tem uma coisa que me irrita são pessoas que falam e/ou escrevem errado.
Não se trata de preconceito, pois já tive até uma secretária do lar analfabeta. Que por sinal falava muito bem para o nenhum estudo que tinha.
Mas uma pessoa que se diz graduada, que tem pelo menos 15 anos de estudo, no barato, tem que saber escrever e falar bem seu próprio idioma.
Não conhece o significado de uma palavra, procura no pai dos burros.
Eu estou bem longe de ser uma pessoa repleta de cultura. Tenho diversas dúvidas cotidianas sobre o nosso idioma, mas realmente acho a Língua Portuguesa muito rica e admiro quem faz bom uso dela. Eu tento.
Enviar e-mails corporativos é algo que eu não gosto. Essa mania de disparar spams, copiando dezenas de pessoas, em minha opinião, é irrefutavelmente deselegante, ainda mais para falar tolices.
E mesmo as tolices carecem de acuro na escrita.
Entre tantos atropelos linguísticos cometidos por este primor de pessoa, eu parei de me horrorizar e de percebê-los na primeira leitura, em geral desatenta, fruto do descaso e descrédito.
Mas o erro ululante no emprego do adjetivo ou substantivo AFIM tornou-se insumo para o comentário do meu afeto.
Transcrevendo:
“…Uma vez li que antas não andam em bando, mas não dei crédito, pois achei bem improvável e agora me certifiquei que algumas espécies de antas andam e convivem de forma harmônica em bando, ainda mais com um pasto tão fértil como é esse ai…”
Auto-explicativo, não é mesmo?
É importante saber que:
Afim – adjetivo: semelhante; substantivo: parente por afinidade.
Ex.: Os dois tem pensamentos afins.
A fim de – locução prepositiva, que significa: com a intenção, com o fim.
Ex.: Ele saiu mais cedo do trabalho a fim de evitar o trânsito.
Mas o uso afim do a fim da anta foi:
“Se estiver afim, me avisa.”
[Não é exatamente esta frase, mas o sentido é o mesmo.]
Eu tenho pena da anta (o animal quadrúpede) que não merece ser comparada a este ser néscio.
Dizem que a vingança é doce… Tomara que seja diet.
SFA antológico. Notável. De anta, lógico!
εϊз Farfalla bacio
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